"Todos têm o mundo aos seus pés"


Atenção!!! Atenção!!!

Devido às reclamações e à minha insatisfação quanto aos templates deste blog - assim como à minha incapacidade para mexer nessas coisas - eu estou me mudando. Já estou passnado os posts do blog para o novo endereço: www.mundoaospes.blogspot.com. Acho que é isso. Prometo que vou tentar postar com mais freqüência. Acho que o problema era o template feinho mesmo... Vamos ver, né? 

Agora, Bernardo, vai dar uma olhadinha lá e me diz se está melhor, tá? Ah, desculpa, meus queridos milhões de leitores, vocês também. Estou esperando os comentários lá. Ah, se alguém tiver uma sugestão quanto a o que eu posso fazer com os comentários fofíssimos deixados aqui, me fale - enquanto ainda há tempo. Não quero perdê-los.                                              



Escrito por Graciela às 14h17
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Fragmentos

Não gosto mais de dias nublados. Acho que a crônica sobre o mito do carioca praiano que fiz para uma matéria da faculdade me transformou numa verdadeira carioca. Eu costumava adorar os dias nublados. Acho lindo o céu cinza. Mas esses dias eu descobri que, além de ter milhões de crises de alergia e asma, esse tempinho me deixa com uma preguiça terrível. Fico sem vontade de fazer nada. Péssimo! Odeio me sentir assim. Por isso que agora eu sou uma verdadeira garota carioca. Swingue sangue bom.          

 

 

Quanto à crônica sobre o mito do carioca praiano, uma coisinha: estou em crise. Eu tenho uma doença! Sofro do Mal da Ironia!!! Excesso de ironia!! A Gabriela sempre me dizia – ou eu deveria dizer “sempre me diz”? – que eu sou chata porque sou irônica e sarcástica demais. Nunca levei muito a sério. Ela sempre dizia isso quando estava estressada comigo. É lógico que eu sabia – sei! – que sou um pouco irônica, o que, em alguns momentos, pode irritar certas pessoas. Mas, em alguns momentos, essa é a intenção. Acontece que a minha crônica é inteira irônica. Do começo ao fim. E o professor me disse que, por ser tão irônica e não dizer em momento algum qual é realmente a minha opinião, o leitor pode ficar confuso, sem saber o que eu penso. Com a ironia saindo pelo ladrão fica difícil entender... Ah! A minha avó e a minha mãe leram e gostaram! E, mais importante: entenderam.   

 

 

Sabe essas pessoas que jogam lixo na rua? Me estressam! Eu não sei por que, mas olha pra essas cenas e acho o maior absurdo do mundo. Mas como tanta gente faz, acho que o problema deve ser meu mesmo. Outro dia estava no 455 e tinha um garoto comendo biscoito de chocolate. De repente, um dos biscoitos caiu no chão. (Não sei por que eu fico prestando atenção nessas coisa, mas anyway...) O garoto, com toda a consciência da sua cidadania, catou o biscoito do chão e...JOGOU PELA JANELA DO ÔNIBUS!!!

Não sei como ainda me surpreendo com essas coisas! Depois do cara jogando a caixa de sapato pela janela do ônibus era pra eu não me espantar com mais nada nesta vida.



Escrito por Graciela às 19h57
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(Falta de) Inspiração Computadorística

Não tenho tido vontade de sentar na frente do computador pra escrever. Na verdade não tenho conseguido ficar muito tempo de frente pra ele pra fazer nada. Pesquisas, trabalhos...já estou cansada dele. Enjoei. O problema é que não posso colocar um fim nesse relacionamento. Imagina! Por outro lado, tenho escrito bastante no meu...caderno. Bastante mesmo. Várias vezes por dia. Uma coisa louca! Outro dia me peguei tirando o caderno da bolsa no meio da aula de Cinema Documentário para escrever. E fiquei lá um tempão, viajando. Escrevi até poema, veja só! (Se é que podemos chamar aquilo de poema!) A última vez que eu tinha me aventurado a escrever essas coisas, eu devia ter a idade da Samara, sei lá. Mas, enfim, o que importa é que, sabendo ou não fazê-lo, tendo ou não sucesso, eu escrevi dois poemas. Dois!

Como eu ia dizendo, não tenho tido saco pra ficar horas na frente do computador – nem tempo também, pra falar a verdade. Por isso este blog fica assim, largado no mundo.

Esse dia no qual eu escrevi os tais projetos de poeminhas foi um tanto quanto inspirador. Muito doido, na verdade, porque deve ter sido o dia mais estressante de toda a minha vida. Aí entra a velha história: são – realmente – os sentimentos mais fortes, mais intensos que nos fazem escrever as melhores coisas. Ou, pelo menos, ter as maiores inspirações. É nesta hora que você, que está odiando o que eu estou escrevendo, se pergunta: “Será que é por isso que esta porcaria está tão ruim?” E eu respondo: “É. É exatamente isso.” Eu definitivamente – ainda - não estou com o mínimo saco pra ficar encarando o meu pc, mas aqui estou eu. Parece até aqueles relacionamentos chatos e que já duram há uma eternidade, nenhum dos dois se agüenta mais, mas os dois acham que têm a obrigação de se aturar até deus sabe quando. A minha relação com o computador está assim. Mas pra não parecer que eu sou do tipo que empurra o relacionamento com a barriga, eu digo que “temos que trabalhar a relação”. (Ai!)

Voltando ao assunto, eu estava muito estressada naquele dia dos dois poemas. Por isso escrevi tanto. Várias e várias folhas do meu caderno. Mas eu estava no pior dia da minha vida. Tudo e todos me estressavam. Eu não estava mais me agüentando. A coisa estava braba... Por isso, eu precisava escrever. E escrevi, escrevi, escrevi até não poder mais. Ou seja, até a aula de Documentário chegar ao momento em que a gente tem que assistir àqueles filmes velhos e chatos. E, por coincidência – isso não tem nada a ver com o meu humor – o filme era o pior filme que eu vi ultimamente. Uma porcaria! Fiz até questão de esquecer o nome do diretor e, inclusive, o nome do filme. Mas sabe como é...”é um diretor importante”, “façam um esforço”. Fizemos. Eu e mais um garoto. Dois verdadeiros heróis. Assistimos ao documentário mais chato e mais longo do universo. A turma toda foi embora e nós ficamos lá até o final das quase duas horas de uma porcaria de um filme que nem é documentário de verdade – na minha humilde opinião de jornalista metida a cineasta. Uma farsa. O filme, claro. Eu, nem tanto.

Enfim, depois de uma manhã e uma tarde inteirinhas só de estresses e diversos momentos de perda de paciência – pois eles começaram de manhazinha em casa – e um filme horroroso sobre duas malucas que vivem trancafiadas numa casa suja e cheia de gatos, eu descobri o motivo de tanto descontrole emocional: TPM. Pois é. E eu que achava que nada podia piorar o meu dia. Tão bobinha...

Eu não podia deixar o meu dia acabar assim. Precisava fazer alguma coisa. Foi aí que tive a brilhante idéia de aproveitar o tempo vago devido a uma aula cancelada e ir ao Cine Arte UFF ver... “Antes do Pôr-do Sol”. Pela segunda vez. Fui com a Malu. E saí de lá ainda mais inspirada. Quanto ao filme, sem comentários. Ele é perfeito. Assim que sentei na barca pra ir embora e comecei a escrever. E é aqui que eu vou parar de escrever. Exatamente. Você não está acreditando, né? “Como é que ela pode parar assim do nada?” Quer saber? Assim, ó...        

 



Escrito por Graciela às 19h32
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Cinema - uma experiência

Cinema é realmente uma experiência. E das melhores. É claro que tem alguns pré-requisitos e umas contra-indicações. Nunca vá ao cinema com alguém chato, por exemplo. Mas isso não conta porque qualquer idiota sabe disso e esta regra se aplica a qualquer situação - nunca vá a lugar algum com uma pessoa chata. Porque é chato demais. E estúpido, ainda por cima.

Mas uma experiência agradável num cinema também não depende apenas da companhia. Outra coisa óbvia – hoje não estou nada autêntica. A começar pelo próprio filme. É óbvio que às vezes – muitas vezes – não dá pra saber se o filme vai ou não ser bom. Quando você está indo assistir a um filme do Clint Eastwood ou do Tarantino, você está certo de que o filme vai ser bom. E ele, de fato, é. (Tô péla-saco hoje também!) Apesar de as pessoas infectadas pela Síndrome da Genialidade Precoce discordarem, uma pipoca, um amendoim, uma bala e uma poltrona no fundo da sala de cinema também ajudam muito.

Até sozinho é possível se divertir muito no cinema. As últimas idas sozinha ao cinema só me fizeram confirmar isso. Eu sei o quanto é ótimo ter alguém com quem conversar e para quem fazer comentários engraçados, inusitados ou inapropriados na sala escura – principalmente durante o filme. Mas como é ótimo ser surpreendido numa sala de cinema por criaturas únicas que você só encontra lá nas salas de projeções. E é quando você está sozinho que consegue prestar a atenção devida a essas criaturas únicas.

Ah, uma outra regrinha: pra não perder essas figuras de vista, é preciso chegar cedo. Nada de entrar quando a sala já está escura, muito menos quando o trailler já começou. Isso é inadmissível!!! Mesmo quando não se trata de ficar escutando as conversas alheias, bisbilhotando o que as pessoas estão fazendo nem fazendo anotações num post-it laranja sobre o que elas estão falando. Nada a ver. Essa regra é universal.  

Com as luzes apagadas muitas coisas podem ser perdidas... Por exemplo, a estranha felicidade – realmente estranha, mas muito comum a mim – de encontrar alguém lendo um livro que é muito importante pra você. No cinema!!! E, ainda por cima, um livro do seu autor preferido – se é que é possível dizer isso.

São raras as vezes em que tenho essa sensação por encontrar uma pessoa com “O Mundo de Sofia” nas mãos. Muito raras mesmo. Também porque não é muito comum as pessoas andarem exibindo os livros que estão lendo pelas ruas. A última vez que vi alguém com a “bíblia” – é o livro sagrado, mas não é a melhor obra do autor, não me canso de dizer - do Jostein Gaarder na mão, até então, tinha sido há anos atrás na rodoviária. Há muito tempo mesmo.

Agora, imagina um cara completamente maluco beleza no cinema – antes do filme começar, claro – folheando “O Mundo de Sofia”!!! E não era qualquer “O Mundo de Sofia”. Era um exemplar já gasto, maltratado pela idade e pelo uso, certamente. Tinha marcas de várias experiências, provavelmente de várias pessoas. Ou apenas do maluco beleza, o que torna tudo muito mais interessante. Imagina o cara lendo o livro a cada ano? Páginas viradas, reviradas, lidas, relidas, a capa já amarelada. Sinais da sua utilidade, e não, como podem pensar, de pouco caso com o livro. Não, não, não. Havia, inclusive, um plástico que revestia o livro sagrado.

Mas nem todas as pessoas que vão ao cinema são malucos beleza que lêem Jostein Gaarder. É claro que sempre tem aquelas figuras que às vezes te irritam – e não precisa ser naquela certa época do mês. São várias: as que mandam as pessoas calarem a boca, fazendo aquele insuportável “shhhh”; as que te mandam calar a boca e sugerem que comece a assistir ao filme – Péssimas!! Não sabem se divertir vendo filme. -; aquelas que comem alguma coisa do seu lado e fazem barulho – pior ainda quando ela está comendo uma coisa gostosa e você não; aquelas que conversam com todas as pessoas presentes na sala do cinema, numa tentativa irritante de interagir com desconhecidos – também são chamados de “loners” e costumam comer combos e galinha frita e fedorenta no cinema; aquelas que chutam a sua cadeira; e por aí vai. Mas tudo isso, bem ou mal, acaba fazendo parte da experiência total do cinema. Não dá pra comer um abacaxi sem descascar...

 

 

(continua...)



Escrito por Graciela às 12h04
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Cinema - uma experiência (continuação)

Outras vezes, essas pessoas chatas não são tão comuns assim. Você pode ter o privilégio de se sentar ao lado de um coroa numa sessão de um filme alemão e ele se empolgar com uma canção – em alemão – e começar a cantá-la. Um coroa cantando uma música em alemão no cinema!! Batendo o pezinho!! Isso é demais pra mim!!! OK, vovô, o senhor sabe falar alemão e eu não – ainda.

Mas essas e quaisquer outras chatices são superadas por momentos como este: quatro senhoras – com seus sessenta e poucos anos – conversando na sala de cinema antes do filme começar – taí um dos motivos da regra de nunca chegar em cima da hora no cinema. Não quaisquer quatro senhoras, mas quatro senhoras senhoras. Falando sem parar antes de o filme começar (e, também, fazendo comentários durante o filme – primeira vez que eu consigo me imaginar daqui há quarenta anos).

Elas conversavam sobre tudo. Filmes, Hitchcock, musicais, teatro, praia, política... “Eu não voto em mais ninguém, Quero é que todos eles – políticos – vão para o inferno!!”; “...porque, outro dia, quando eu estava lendo a coluna do Anselmo Góis...”; “...eu tenho horror da guarda municipal...”; “...eu não mergulho mais nas praias, estão tão poluídas...”; “...puxa, estou com uma vontade de tomar um banho de mar...”, blá, blá, blá...

Fofas as senhorinhas. E faladeiras. Deu até vontade de virar e bater um papo com elas. Mas eu olhava pra trás e tinha uma sensação estranha demais. Ouvia uma voz na minha cabeça: “Eu sou você amanhã.” Por mais que as velhinhas fossem legais, isso é demais pra mim.

Mas vamos combinar que não é qualquer dia, em qualquer lugar e nem com qualquer senhora que eu consigo me projetar para daqui a quarenta e poucos anos. Essa foi uma experiência única. Coisas que só uma sala de cinema fazem por você. Acontece que é normal que você consiga imaginar o seu futuro numa sala de cinema. Mas, inevitavelmente, quando você está assistindo a um filme legal com personagens interessantes. Impossível alguém nunca ter se visto em algum personagem de um filme. Eu me arriscaria a dizer que também é impossível uma pessoa ter se reconhecido em apenas um personagem – principalmente depois de ver filmes como “Feminices”!! Mas o mais sensacional da experiência do cinema é quando você consegue se ver não nos personagens que estão na telona, mas sim nas figuras que estão sentadas atrás de você e te fazem rir sozinha no cinema. Mais sensacional ainda quando fazem uma pessoa que nunca se imaginou com mais de vinte e cinco anos se imaginar com sessenta e poucos. Por um breve momento, mas eu imaginei sim. Não só eu, mas também a Flavita e a Nessa...

 

P.S.: Tem coisa melhor que sair do cinema depois de uma experiência dessa e ler um bom livro no ônibus a caminho de casa? Tem. Encontrar sua amiga que você não vê há séculos – três dias!!! - no 455 lotado, no engarrafamento no Centro da cidade, completamente por acaso!! Melhor seria se nós tivéssemos ido juntas ao cinema. Mas nada é perfeito. E se tivesse ido com ela, talvez estivéssemos falando demais para prestar atenção nas quatro velhinhas fofinhas. Ou talvez não, se considerarmos a capacidade que a mulher tem de fazer zilhões de coisas ao mesmo tempo e prestar atenção em milhares de coisas concomitantemente. Vai saber...

Existiria a possibilidade de o meu dia terminar melhor? Bem, antes de ontem eu diria que não, mas, definitivamente, deus existe e eu consegui chegar em casa faltando dois minutinhos para o último episódio da nova temporada de Gilmore Girls!!! Um episódio tão maravilhoso e brilhante que tive que ficar acordada até duas da manhã, mesmo morrendo de sono, pra vê-lo de novo – no mesmo dia!! Muito bom!!! E sábado tem mais!!! (Cinema e Gilmore Girls!!!)     

 



Escrito por Graciela às 12h03
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Reconciliação

Devido ao gigantesco e imperdoável erro da academia de não ter dado o oscar de melhor ator para o Johnny Depp ano passado pela sua brilhante – e perfeita – atuação em “Piratas do Caribe”, como o Jack Sparrow, eu estava com muito medo do oscar. Muito mesmo. Amei “Encontros e Desencontros”, mas a atuação do Bill Murray não chega nem perto da genialidade de Johnny Depp como o pirata mais afetado da história do cinema. Uma injustiça. Estava determinada a nunca mais levar o oscar a sério.                                                                                                                                                                                                                                        

E não estava mesmo levando nada daquilo a sério. A Flávia e eu nos divertimos absurdamente vendo as estrelas de Hollywood e a Gisele na telinha. Não precisávamos de mais nada. Comentários engraçadinhos, fofcas, xingamentos, palavrões e crises de riso o tempo todo. Mentira. Só precisávamos de mais uma coisa: uma pipoquinha... Teria caído muito bem.

O medo foi passando, depois que “Brilho Eterno...” levou o oscar de melhor roteiro. Nada mais justo. O roteiro dele é tão genial que cada vez que eu paro pra pensar sobre ele eu fico mais admirada, confusa e entendo menos como alguém pode ter uma idéia tão brilhante assim. Anyway...

Quando Hilary Swank ganhou o oscar de melhor atriz eu fiquei muito feliz. A atuação da Kate Winslet em “Brilho Eterno...” também foi maravilhosa. E a concorrência não estava nada mal. Deu pra perceber, mesmo não tendo visto os outros filmes. Mas achei a premiação justíssima. Estranhamente. Não que ela não merecesse, mas os atores que eu acho que merecem nunca ganham. 

 

Já estava satisfeita. Por mais que eu tivesse certeza de que “O Aviador” levaria todas as outras estatuetas, apesar de não tê-lo visto, eu sabia que – pelo menos pra mim - , “Menina de Ouro” tinha sido o melhor filme. Não preciso ver “O Aviador” para ter certeza disso. Mas eu já estava conformada com a injustiça do oscar. Que ainda não tinha vindo à tona, mas isso era apenas uma questão de tempo. Pra ser mais precisa, uma questão de chegar a hora em que Clint Eastwood perdesse o oscar de melhor diretor para Martin Scorcese e “O Aviador” ganhasse o oscar de melhor filme no lugar do verdadeiro melhor filme, “Menina de Ouro”.

 

Quando a Julinha anunciou o vencedor do oscar de melhor diretor, eu não pude acreditar. Ele! Clint Eastwood. A emoção foi tamanha que a Flávia e eu não pudemos nos conter. Vibramos, gritamos e nos abraçamos. Uma cena ridícula – digna de uma Copa do Mundo -, mas foi do fundo do coração. Eu já sabia que ele tinha sido o melhor – assim como no caso do Johnny Depp - e que tinha feito a melhor cena do universo, mas é tão bom quando alguém que merece tanto é reconhecido... Puxa, e ele mereceu. Se mereceu.    

 

Eu não precisava de mais nada. Podia ir dormir. Sabia que o melhor filme era “Menina de Ouro”. E, mesmo com tamanha felicidade e com o surto de justiça do oscar este ano, não conseguia acreditar que o melhor filme ganharia realmente o oscar de melhor filme. E, mais uma vez, eu me surpreendi. Dessa vez, a minha reação foi ficar boquiaberta de frente pra televisão, dizendo “eu não acredito” algumas vezes. E não consigo acreditar até agora em como achei justa e fiquei feliz com a premiação.

Bem, foi só um desabafo. Fiz as pazes com a academia. E, agora é oficial: o Clint Eastwood é o cara! Simplesmente o melhor.

 

   



Escrito por Graciela às 12h26
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Não Sei Dançar

Às vezes eu quero chorar
Mas o dia nasce e eu esqueço
Mas olhos se escondem
Onde explodem paixões
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
 
Às vezes eu quero demais
E eu nunca sei se eu mereço
Os quartos escuros pulsam
E pedem por nós
E tudo que eu posso te dar
É solidão com vista pro mar
Ou outra coisa pra lembrar
 
Se você quiser eu posso tentar mas
Eu não sei dançar
Tão devagar pra te acompanhar
(Marina Lima) 


Escrito por Graciela às 00h50
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Vamos a la playa!

Enfim, hoje, depois de um ano - é vergonhoso dizer isso, considerando que eu sou carioca -, consegui ir à praia!!! Murphy resolveu ser bonzinho e decidiu que eu merecia um dia ensolarado. E uma praia, concomitantemente. Acordei cedo - 7:00 - e me encontrei coma Vanessa às 7:32 - dois minutos atrasada. nada muito grave. A viagem foi longa...quando chegamos lá eu mal podia acreditar! Mar, areia, calçadão, brisa...alguns pombos - muitos, na verdade -, mas nada conseguiria estragar o meu dia. Eu estava na praia depois de um longo e árduo ano com a minha amiga, jogando Can-Can e conversa fora. Tudo estava perfeito! Tivemos que ficar alerta o tempo todo para que nenhum mau elemento roubasse nossas coisas enquanto nos arriscávamos para dar um mergulho naquela água congelante. Imagina ter que voltar pra casa sem roupa, sem dinheiro e sem havaianas? Brincadeira?! Havaianas estão na moda... Mas nenhum elemento quis se meter a besta com a gente. Eles não são tão ingênuos a esse ponto. Ou então, como eu disse pra Vanessa, eles ainda estavam dormindo...trabalham até tarde pelas ruas, quando vão deitar já é de manhã. 

A única coisa de que eu me lembro que me deixou chateada foi o meu acesso de Dory. Antes - um pouquinho antes - de sair de casa, preparei uma garrafinha linda que a Flávia me deu com água. E gelo. E não foi qualquer gelo não, foi um gelo manualmente esculpido na cafeteira. Portanto, um gelo muito especial. Significava muito pra mim. Mas eu me esqueci da minha linda garrafinha. Sniff...

Mas tudo bem. Bebemos água de côco, né, Vanessa? Não estava estupidamente gelada, como você pediu, mas àquela altura e debaixo daquele sol - maravilhoso -, nem os meus gelinhos lindos e esculpidos teriam surtido efeito. Depois desse dia maravilhos com sol, praia, água de coco, mar y otras cositas más, ainda tive o privilégio - que não tinha há muito tempo - de segurar a cabeça da Vanessa enquanto ela dorme no ônibus. Me deixou falando sozinha, essa ingrata! É mole? Sem consideração nenhuma. E eu ainda faço waffle pra ela. No mesmo dia! E ainda saem por aí me chamando de chata. Eu mereço...

  

     Xiii... O tempo está mudando. Acho que vem uma frente fria. Foi mal, Vinicius!



Escrito por Graciela às 22h02
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Dou-lhe uma, dou-lhe duas...

Me disseram outro dia que ver um filme mais de uma vez é besteira. Mais especificamente, que pagar pra ver um filme mais de uma vez não vale a pena. Deixe-me ver...esta semana eu fui ao cinema ver "Feminices" pela segunda vez - dura do jeito que estou - e hoje eu assisti a "As Horas" pela milésima vez. Em casa. Mas pela milésima vez. e, pela milésima vez, não sei como, mas chorei. Chorei mesmo, não tenho vergonha. Das pessoas que eu conheço, sou a que chora mais facilmente vendo um filme. Irônico, não? Me envolvo demais com filmes e livros. Vai entender...  Especialmente com filmes como "As Horas". Não, com "As Horas", especialmente. É a velha história - "o tempo não pára" nem volta - com atuações extraordinárias - o que é a Nicole Kidman? - e um toque especial de tristeza e melancolia que torna o filme um dos mais comoventes que já vi. O mais, provavelmente. Acho que é porque trata de um assunto comum a todas as pessoas: as horas que temos que enfrentar. E a certeza de que nenhum momento que vivemos pode voltar. Nada se repete; tudo está em movimento, um constante movimento, como um rio.

Pô, nem gosto de escrever depois de ver um filme como esse. Muito deprê. Mas ADORO ver filmes mais de uma vez. Pra chorar ou pra rir. Ou pra chorar de rir, o que é ainda melhor. Filmes deprês, como "As Horas", ou filmes divertidos, como "Feminices". Se eu gosto do filme, vejo, revejo, revejo... Não deve ser muito saudável, mas, fazer o quê? Aliás, outra coisa pra entrar pra lista de vícios.      

 

Filmes que não me canso nunca de ver:

   "Piratas do Caribe" é maneiríssimo, mas o Jack Sparrow...demais!

    "Um Sonho, Dois Amores"!!!

P.S.: Esse último eu tenho a péssima mania de "mostrar" para os meus amigos. He! He! Desculpa, pessoal.

Além desses filmes que eu não me canso de ver, tenho amigos com os quais nunca me canso de ver filmes - inclusive mais de uma vez. Fláviaaaaaaaaaaaaaa!!! Tô com saudadeeeeee!!! Há! Há! Há!

P.S.2: Rubem, não vou esquecer, hein! Quero a minha fita com "Piratas do Caribe" depois do carnaval. Hã! 

 



Escrito por Graciela às 23h15
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In My Life - The Beatles
               
There are places I'll remember    
All my life though some have changed
Some forever not for better,    
Some have gone and some remain            
All these places had their moments, 
With lovers and friends I still can recall  
Some are dead and some are living, 
In my life I've loved them all
           
But of all these friends and lovers,   
There is no one compares with you
And these memories lose their meaning,   
When I think of love as something new     
Though I know I'll never lose affection
For people and things that went before        
I know I'll often stop and think about them  
In my life I'll love you more
                   
Though I know I'll never lose affection 
For people and things that went before        
I know I'll often stop and think about them 
In my life I'll love you more
In my life I'll love you more
 

 

 

Homenagem às melhores amigas do mundo.

Aretha, Biga, Flávia e Vanessa: "EU TE AMO VOCÊ"!!!



Escrito por Graciela às 02h19
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O fim

Por que será que as pessoas têm tanto medo do fim das coisas? Fim de relacionamentos, fim do colégio, fim da faculdade, e por aí vai. Nada a ver com morte não. Estou falando de coisas muito mais simples. Pelo menos, aparentemente. Certas pessoas não conseguem chegar ao final de um livro, né Flávia? Outras não conseguem nunca dar um fim ao namoro, por mais que ela saiba que esse relacionamento esteja fadado ao fim e que só está atrasando a vida dela. Acho um absurdo, mas existem pessoas que são incapazes de dar um fim, colocar um ponto final num relacionamento que não tem nada de saudável. Deve ser medo de mudança ou do desconhecido, como dizem. Não consigo ver outra explicação.

No meu caso - ou eu deveria dizer "num dos meus casos" -, o que me assusta é o fim de uma história. Uma história, real ou fictícia. O fim de uma história real não tem nada a ver com fim de namoros ou coisa parecida, mas da história em si. O que é que vem depois? Imagino que, neste caso, não é medo de mudança. Eu acho que isso tem uma explicação muito mais complexa. Tenho mania de ser muito auto-suficiente - mal de família - e não consigo confiar muito nas reações e nas atitudes das pessoas, muito menos deixar também nas mãos delas uma história. É como se eu quisesse ser responsável pelo desenrolar de todas as histórias. Isso porque eu não tenho a mínima vocação para mandar em ninguém nem pra ser chefe de porcaria nenhuma. 

Eu gostaria que as coisas fossem como num conto que escrevo. Eu tenho o papel e a caneta na mão e faço o que quero. Dou à história o rumo que eu bem entender, o final que eu quiser. E ninguém tem nada a ver com isso. 

"Finais" perfeitos:

 

Pra quem nunca teve nenhum, dois blogs em três dias é coisa pra chuchu! O segundo é o que eu, Flávia, Vanessa, Aretha e Biga estamos fazendo. Idéia da Vanessa, num dos seus momentos...de inspiração. Terei que me revezar, senão não vou dar conta. Se bem que, agora, de férias, tudo bem. Passo a madrugada acordada escrevendo mesmo. Agora, quando as aulas votarem, aí é que serão elas! Vê se pode: eu aproveitando as férias para encarar meus medos e dar um final a algumas coisas que eu já tinha começado e acabo arrumando mais coisa pra fazer. Sou assim mesmo, fazer o quê? 

Dá uma olhadinha lá: http://www.cincoluluzinhas.blogger.com.br



Escrito por Graciela às 14h34
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Vícios...

Nome: Graciela Pinheiro - sobrenome quase nunca usado - Bittencourt - esse sim!

Idade: 20 anos - nada de quase 21. O que que é isso?! Se pode ser quase 21 pode ser quase 19 também!

Vícios - que estão ficando cada vez mais e mais caros: 1) Café - por conta dos intermináveis trabalhos da faculdade, tenho fases em que sou movida por essa substância preta que, um dia, eu abominei; 2) Gilmore Girls - neste caso, vai ficar inacessível. Já já vão dar fim à tv à cabo. Pro meu desespero. E pro desespero da Flávia também, que, no seu papel de AMIGA - por, sei lá, dez anos -, vai ter que me ajudar a contornar a situação, né Flávia?; 3) Post-its - 8 reais um bloquinho só. Um! Onde já se viu? Assim não vai dar pra completar a minha coleção com o azul, o roxo e o rosa (diferente dos 2 tipos de rosa que eu tenho). Isso sem falar nos diferentes formatos - o quadradinho é muito fofo!

Eu sei que isso vai soar comunista demais - o que me não me agrada nem um pouco -, mas o post-it é um dos mais perfeitos produtos do capitalismo. Eles não são essenciais na vida de nenhum ser humano normal. Por Deus! Quem é que precisa dessas drogas desses papeizinhos que nem colar colam direito - o pior erro em cola do mundo - em todas as cores, formatos e tamanhos - e agora com desenhos e estampas! - que o mercado oferece? Cria-se uma necessidade que, na verdade, não existe. (Xiii... Sabe o que é isso? Muitas aulas de Sociologia e Comunicação.) Ninguém precisa de um post-it com moranguinhos e bonequinhas, ou um no formato de coração, ou ainda um 4x4cm azul celeste com borda roxa e fundo com bolinhas amarelas. Quem é que precisa disso?

Aparentemente, EU! A viciada. E, ainda por cima, manipulada pelo sistema, pela mídia e cia. A neurótica que não é nem capaz de usar uma agenda sem anotar os compromissos em papeizinhos coloridos e auto-adesivos - e colar na agenda!!! Escreve com canetas coloridas nos post-its e, ainda por cima, os enche de exclamações! Assim como tudo que ela escreve - ela?! Talvez esse seja outro vício meu...pontos de exclamação. Freud deve explicar. Mas, entes disso, é melhor eu verificar se há mais algum vício que pode fazer com que eu definitivamente me torne um ser difícil de aturar e seja abandonada pelos meus amigos.

Um dia de cada vez!            



Escrito por Graciela às 04h23
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"Para muitas pessoas, o mundo é tão incompreensível quanto o coelhinho que um mágico tira de uma cartola que, há poucos instantes, estava vazia. No caso do coelhinho sabemos perfeitamente que o mágico nos iludiu. Quando falamos sobre o mundo, as coisas são um pouco diferentes. Sabemos que o mundo não é mentira ou ilusão, pois estamos vivendo nele, somos parte dele. No fundo, somos o coelhinho branco que é tirado da cartola. A única diferença entre nós e o coelhinho branco é que o coelhinho não sabe que está participando de um truque de mágica. Conosco é diferente. Sabemos que estamos fazendo parte de algo misterioso e gostaríamos de poder explicar como tudo funciona."

                                                                             (O Mundo de Sofia/ Jostein Gaarder)



Escrito por Graciela às 03h53
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BRASIL, Sudeste, RIO DE JANEIRO, MEIER, Mulher, de 20 a 25 anos, Portuguese, English, Música, Livros, Papel e caneta!!
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